Ambar recebe

Membrana / pele / camada / superfície

de 04 de junho a 6 de setembo

 

exposição coletiva - membrana

 
 
 
 

período

31/03 - 31/05/2022

horário de funcionamento

quarta a sábado - 13h às 18h

entrada gratuita

 

há quem diga que toda membrana nasce para ser rompida.

toda membrana é fina para que seja atravessada e firme para que resista, é o que divide o aqui do ali, selecionando o que entra e o que sai, não é a total separação e nem a total união, é meio.

os trabalhos que aqui existem são e também falam sobre alguma instância dessa interface, aparecem como pele, rosto, organismo, entidade, textura, ilusão, sonho e realidade.

a exposição se torna uma coletânea de estados dessa ideia expandida de membrana, às vezes sendo formada pela união entre orgânico e sintético, ou pela transição do material para o etéreo, às vezes mimetizando estruturas e seres, às vezes penetrada, às vezes imaginada - atenção para os títulos.

um tom de deslocamento acabou regendo as obras, que nem sempre falam sobre o aqui e o agora, se formam como projeções ou regressos a outro espaço ou tempo, ainda que reais, destoam do presente racional e programado ao existirem do outro lado dessa película.

não é aleatória a decisão de convidar artistas dissidentes, racializados ou lgbtqia+, tem coisas que só são pensadas e feitas quando se habita um lugar de divergência, onde há existência mas não há pertencimento, ali está o que me interessa e que de alguma forma compartilho.

essa membrana que eu falo é o que divide esses daqueles, é sobre corpos, não necessariamente feitos de carne, não necessariamente condizentes e obedientes.

TEO

Participam os artistas Alice Yura, Beré Magalhães, Emerson Freire, M0XC4, Kelton Campos, Marina Avello e Samuel Alves de Jesus, com curadoria de TEO.